domingo, 27 de outubro de 2013

Um continente de oportunidades




A história desse belo continente é bastante antiga e extremamente entrelaçada com a vida e cultura brasileira, contudo o momento histórico que pretendo tratar é o período contemporâneo das últimas cinco décadas. Por volta de 1960 a grande maioria dos países africanos iniciavam o seu processo de independência, muitas guerras e conflitos armados aconteceram nesse período e inclusive após a independência política por meio de conflitos de grupos separatistas internos.
 Posso citar o caso de Angola que apenas em 2002 conseguiu atingir uma estabilidade política, antes impossível devido a guerra civil. Uma África extremamente jovem e movida por tempos de mudança nascia ai.

Foi a partir do final dos 80 e sobretudo com fim da guerra fria que a África passou a ter o desenho geopolítico como conhecemos hoje. Na verdade esta região possui uma imensa capacidade na área humana, energética, política, tecnológica entre outras. Já algum tempo venho defendendo a tese de que o próximo boom econômico será deslocado da Ásia para a África.

Caro leitor, para que você não ache que isto é apenas uma mera divagação messiânica citarei alguns exemplos emblemáticos da capacidade desta região. A primeiro bom exemplo é o da atitude chinesa frente a este grupo de países. No período de 2000 a 2011 o governo de Pequim investiu cerca de 75 bilhões de dólares* em todo o continente africano, Indo na contramão de investidores tradicionais o governo chinês construio uma série de parcerias em setores sobretudo na área de energia e construção civil.

Um bom exemplo da parceria da energia é o caso do pequeno Gabão. Este pequeno país da África Central tem pouco mais de uma milhão de habitantes e alcançou sua a independência na intensa onde de mudanças da década de 1960. A Partir dos anos 1990 a China teve de buscar novas parcerias na área energética, por isso recentemente firmou uma série de acordos com o Gabão. Seu solo é muito rico em gás natural e petróleo, motivo que fez com que Pequim visse nesse país um possível parceiro comercial. O governo federal utiliza boa parte dos recursos da exportação desses bens para revitalização da infraestrutura e mobilidade de sua nação e os esforços já começam a ser sentidos na capital Libreville

Um outro exemplo importante é o da Angola. Esta nação, também de língua portuguesa, conseguiu se tornar independente em 1975 mas ficou ainda muitos anos mergulhada em uma intensa guerra civil que destruiu boa parte de seu território. A Angola hoje, apesar de ainda possuir traços e características de seu difícil passado, mostra-se um país novo, revigorado. Uma das principais áreas que crescem no país é o da construção civil. Muitos investimentos de empresas chinesas e brasileiras ocorrem nesse setor que cresce muito a cada ano, mudanças que podem ser sentidas na cidade de Luanda.

Após eventos pontuais gostaria de destacar o papel do Brasil nesse processo de investimento e redescoberta da África. Empresas na área da construção civil como a Odebrecht tem feitos investimentos gigantescos como pode ser observado no caso angolano. Empresas na área de energia estão buscando novos investimentos em parte dos 54 países. Com relação ao governo federal, posso destacar o papel do Itamaraty em buscar novas parcerias na área econômica, cultural e política na África, uma prova disso é crescente números de postos espalhados ao longo do continente. Não só isso mas o governo brasileiro tem buscado nos países africanos novas possibilidades que vão além do Mercosul, Ásia e União Europeia. A África possui enormes potencialidades, em diversos outras áreas que não pude destacar aqui.
 Para finalizar gostaria dedicar a esta parte final a um exemplo de tudo que disse acima, o programa da Band:





*dado do governo chinês no site [cnn.com].
                  
                    Gustavo H. Schmitt

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